A direção nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados (Conaccovest) se reuniu nos dias 25 e 26 de fevereiro/2008, na Escola Itamar Barbosa de Oliveira, em Mogi das Cruzes, para discutir política e economia.

Na abertura a presidente da Conaccovest, Eunice Cabral , faz uma explanação sobre o cenário nacional do setor, em seguida passa para os companheiros Adir de Lima da direção Executiva da CUT Estadual e que estava representando o Presidente da CUT Nacional Artur Henrique, que por motivo de agenda com outros dirigentes em Brasília não pode comparecer e José Antonio Simão Rodrigues que coordena nacionalmente a juventude da confederação e é secretário de juventude criança e adolescente da Força Sindical São Paulo e na oportunidade representou o Secretário Geral da Força João Carlos Gonçalves (Juruna). Os dois expositores falaram sobre política e economia, com uma visão nacional e internacional da cadeia têxtil, vestuário couro e calçados.

Segundo Eunice Cabral , a presidente da Conaccovest, foram definidas no encontro, as seguintes bandeiras de luta: redução da jornada de trabalho que atinge diretamente um total de aproximadamente 2.700.000 (dois milhões e setecentos mil trabalhadores desta área têxtil, vestuário couro e calçados; a terceirização, precarização e informalidade no setor; trabalho decente; saúde e segurança, contrato coletivo e piso nacional).

As entidades associadas a Conaccovest farão plenárias e campanhas para intensificar a coleta de assinaturas no abaixo-assinado que será entregue ao Congresso Nacional reivindicando a redução da jornada de trabalho de 44hs para 40hs semanais.

Sobre as outras bandeiras de luta, Eunice explicou que é preciso adotar medidas sobre a terceirização, precarização e informalidade da mão-de-obra porque existe contratação de trabalho irregular, como dos bolivianos em São Paulo e, muitos acabando trabalhando em domicílio e, como as confecções fixam prazo de entrega das roupas, o resultado é a exploração do trabalho infantil e a evasão escolar.

No caso da saúde e segurança é necessário desenvolver ações para evitar as doenças profissionais, como estresse e depressão.

A Conaccovest defende o contrato coletivo e o piso nacional da categoria para eliminar as desigualdades regionais. Hoje, a média salarial da área têxtil é de R$ 500 e na área de vestuário e calçados, R$ 480.